Hoje fui doar sangue.
Já na sala de doação, entra um homem negro, pobre, homossexual, um ser humano excluído da sociedade e de todos os padrões impostos pelas classe dominantes. Sentada na cadeira, me vem a imagem das pessoas que poderiam receber o sangue daquele homem, cheirando mal devido ao seu trabalho de catador de papelão.
Pensei em todas as pessoas cheia de preconceito e arrogância, cheia de valores mesquinhos e medíocres que salvaram as suas vidas com o sangue nobre de um homem tão pobre. Lembrei da conversa que tive com um amigo, que brincava que seu sangue era "azul".
Sangue nobre não é o sangue que corre em nossas veias, é a fonte de energia humana que desenvolve em nós sentimentos como a dignidade, carácter, humildade e o respeito pela vida, é o amor pelo outro e por tudo que existe de vivo nesse planeta.
A vida é um presente dos deuses. Precisamos ser dignos de viver nesse planeta.
E voltei do centro de doação com a sensação de como nós seres humanos, nos achamos tão inteligentes e grandiosos e dependemos tanto uns dos outros, pode ser rico, pobre, loiro, negro, alto, baixo, mas somos simplesmente seres humanos.
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terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Pensando em arte...
Pensando em arte, principalmente em fazer arte, é forte a sensação de que a vida em sua mais ampla magnitude, contempla a profundidade dos pequenos momentos e tão corriqueiros acontecimentos, provocando uma necessidade de criar e procurar entender a arte como a minha verdadeira possibilidade de romper e transforma o que parece ser tão normal, e as vezes tornando-se banal. Distanciando o meu ser do que realmente me importa, daquilo que me faz sentido. O que permite a minha profunda percepção da macro possibilidade a partir da micro situação.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
A dança é a expressão da alma, a poesia escrita em gestos, é profunda e humana...



"Mas se a dança é um modo de existir, cada um de nós possui a sua dança e o seu movimento, original, singular e diferenciado, e é a partir daí que essa dança e esse movimento evoluem para uma forma de expressão em que a busca da individualidade possa ser entendida pela coletividade humana."
Klauss Vianna, 1990: 88
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