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segunda-feira, 14 de novembro de 2016


Dança, dança, dança.
Que envolve, que trança, cai e balança. Que ama, que cria, que cansa, que encanta.
Quem nunca quis voltar a ser criança para poder saltar no sofá, pular na cama, rolar no chão, ser apenas quem é naquele momento, naquele segundo, naquele pulso presente que não possibilita retorno.
A dança de hoje nunca será a de ontem.
A dança de hoje percorre o tempo, se segura no espaço e compreende que dançar é sempre neste momento. 
Dançar é escrever com o corpo aquilo que as palavras não conseguem expressar, aquilo que a alma só consegue corporificar. 
Dancemos hoje, dancemos sempre!



segunda-feira, 3 de outubro de 2016

As crianças precisam ser escutadas nos seus desejos corpóreos.

As crianças precisam do movimento, com a mesma importância que precisamos de amor.
Muitas vezes a inquietação, os impulsos repentinos de birra, teimosias, tiranias e violências, podem ser  provocadas por nossa limitada percepção da necessidade vital que elas tem em explorar o mundo de forma plena, do corpo ser livre no espaço, principalmente na natureza.
Mesmo uma criança que já possui essa liberdade expressiva, devemos refletir que as vezes as suas necessidades não estão sendo escutadas, os desejos de mover-se livremente, com um pouco mais de estrutura talvez, ou um direcionamento diferente aos que estamos propondo, não está sendo preenchido pelas atividades proporcionas por nós adultos. A criança é um ser completo e não um adulto em desenvolvimento.
Precisamos estar atentos às singularidades dos pequeninos, compreender quais são os seus desejos corpóreos, assim como nós que gostamos de atividades físicas diferentes e muitas delas atuam em campos completamente distintos, o mesmo acontece com as crianças. Nem todos os meninos querem jogar bola, o meu gosta de hip hop e Le Parkour.
Nem todas as meninas querem dançar balé, minha sobrinha gosta de cantar e toca violino.
As crianças devem ter sempre muito tempo livre, tempo de dançar a dança da sua liberdade expressiva. Observem um parquinho, só observem...podemos imaginar uma música, ou talvez não, mas dentro daquele aparente caos, encontramos poesia, expressão, composição, uma dança espontânea criada simplesmente pela necessidade de viver, brincar e Ser.
Escutar os desejos das crianças e proporcionar que cresçam com plenitude, felicidade, amor e sensibilidade. É um ato de revolução!
Vida plena.
Que todos os seres despertem!
GRATIDÃO!

Fotos: Erick Borges, Ananda Joy e Mohini Taila.



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A plenitude da dança em cada um de nós.

Aí a dança...
Ser quem sou exige de mim acreditar que a dança se transforma, aprimora e fortalece com a idade.
Vou ser clara na minha escrita, ter 37 anos e pensar que é possível dançar, não somente como uma expressão de cura, mas algo esteticamente  organizado, com consciência, estrutura e estudo, para mim é sempre algo que me emociona.
Ontem fui participar do Plataforma da Dança, e tive a honra e o privilégio de fazer aula com duas mulheres maduras, com duas anciãs da dança contemporânea.
A organização dos gestos, a firmeza em suas falas, a força daquelas mulheres em expor suas experiências de vida através das vivências intrínsecas de suas jornadas através da dança, me faz acreditar no potencial transformados da dança, não só para bailarinos, mas para toda a humanidade.
Sai ontem com tantos aprendizados, com o coração pulsando amor pela vida, pela dança, pela minha maturidade que chega a cada ano. Me sinto cada vez mais perceptiva no mundo que me cerca, do corpo aqui encarnado, dos gestos que expresso, do toque que recebe e imprime o contato.
Minha perna não precisa ser alta, mas a minha dança tem que ser verdadeira.
A verdade é o que vai pulsar, manifestar, deslizar, transformar, apoiar, flutuar.
Viva a dança verdadeira de cada um de nós.
Forte e humana seja a nossa dança, sagrada e profana.
Vida plena!

foto: A foto é do meu grupo das quintas- feiras do Corpoesia. Mulheres maduras, mães, que dançam com pesquisa e organização e verdade em cada gesto.
Composição artística com tecidos e dança.


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Dançar com nossos filhos é uma grande oportunidade que não podemos perder, um corpo suporta o outro em uma grande sintonia, onde os movimentos da mãe serão captados pelo bebê e ressignificados para compor a sua própria motricidade.
Dançar é se apropriar de si mesmo, é compreender seu corpo no espaço, sua ação no mundo, compartilhar a expressão que não se constroem com palavras. 
Dançar, fluir, vibrar, transformar....ser vivente e presente! 
Dancemos sempre! Juntos, grudados, em contato!



domingo, 25 de setembro de 2016

Vivências de Corpoesia


Vivência que desenvolve a consciência corporal, a percepção do gesto, as sensações e a dança como uma expressão poética. As aulas são divididas em dois momentos; o primeiro é um refinamento dos gestos e expressões corporais através de trabalhos de toque ( Thai Massage), Pilates, Técnica Klaus Vianna e outras técnicas de Educação Somática. No segundo momento a dança espontânea se expressa como poesia e arte, com jogos de improviso, contato e composições.
Encontro as terças 17:30 horas e quintas as 19:00 horas no Tantra Shala.
Rua São João 1020, Bairro alto, Piracicaba-SP.