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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A plenitude da dança em cada um de nós.

Aí a dança...
Ser quem sou exige de mim acreditar que a dança se transforma, aprimora e fortalece com a idade.
Vou ser clara na minha escrita, ter 37 anos e pensar que é possível dançar, não somente como uma expressão de cura, mas algo esteticamente  organizado, com consciência, estrutura e estudo, para mim é sempre algo que me emociona.
Ontem fui participar do Plataforma da Dança, e tive a honra e o privilégio de fazer aula com duas mulheres maduras, com duas anciãs da dança contemporânea.
A organização dos gestos, a firmeza em suas falas, a força daquelas mulheres em expor suas experiências de vida através das vivências intrínsecas de suas jornadas através da dança, me faz acreditar no potencial transformados da dança, não só para bailarinos, mas para toda a humanidade.
Sai ontem com tantos aprendizados, com o coração pulsando amor pela vida, pela dança, pela minha maturidade que chega a cada ano. Me sinto cada vez mais perceptiva no mundo que me cerca, do corpo aqui encarnado, dos gestos que expresso, do toque que recebe e imprime o contato.
Minha perna não precisa ser alta, mas a minha dança tem que ser verdadeira.
A verdade é o que vai pulsar, manifestar, deslizar, transformar, apoiar, flutuar.
Viva a dança verdadeira de cada um de nós.
Forte e humana seja a nossa dança, sagrada e profana.
Vida plena!

foto: A foto é do meu grupo das quintas- feiras do Corpoesia. Mulheres maduras, mães, que dançam com pesquisa e organização e verdade em cada gesto.
Composição artística com tecidos e dança.


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